quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sem fim



     Já fazem anos e eu ainda me lembro, de cada beijo, de cada toque, sim, eu amei você em toda a plenitude. Mas você é barra pesada baby, você é aquele tipo de cara que destrói sua vida e ainda te faz querer mais. Seu jogo é muito perigoso e no fim, eu precisei escolher entre nós e eles, consegue entender? E eu que pensava que já perdera tudo descobri que  havia ainda mais a ser tirado. E assim eu dei Adeus ao nosso amor, aos sonhos e juras, o veneno foi bem medido e eu fiquei lá para escultar seu coração parar, eu vi seus olhos, seu pedido mudo de socorro, diante da morte Deuses, como você, se tornam meros coelhos acuados. Eu bebi uma taça de vinho e fumei um cigarro, dar Adeus fora mais doloroso do que imaginara, eu me tornei um monstro naquela noite e nunca mais vi meu rosto do mesmo jeito, nem meu corpo e nem meu útero com o teu fruto que afoguei, uma floresta do mal eu sou, poucos são os loucos que se aventuram em me descobrir.

O Adeus se repete
Sem fim, sem fim
morrer e acabar
sem fim, sem fim


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